segunda-feira, 2 de março de 2009

RENASCI

Naquela dôr sufocante
Do infarto no coração
Sentindo-me enfraquecido
Cai sem forças no chão

Na mesa de cirurgia
Por umas horas morri
Passada a anestesia
Ao acordar renasci

LUZ NO UMBRAL

Hoje ao ser um poeta
Descrevo a vida sem fim
Porque trabalho a virtude
Da mediunidade em mim

Mas sendo ainda imperfeito
Procuro a evolução
Compondo as minhas mensagens
Num mundo de expiação

E assim sensivel me torno
Em conselheiro eficaz
Que leva ao mundo de provas
Uma doutrina de paz

Portanto aqui nesses versos
Procuro na inspiração
Tirar com essa mensagem
Alguem da escuridão

Por fim compondo espero
Subir ao lar divinal
Mas ser for para as trevas
Quero ser luz no umbral

MINHA MISSÃO

Sou um poeta inspirado
Com esse dom eu nasci
Componho minhas mensagens
Em meio as provas daqui

Assim então me dedico
A essa missão tão divina
Trabalho no espiritismo
Mas não represento a doutrina

domingo, 1 de março de 2009

O JOVEM RICO

Um jovem modesto e rico
A Cristo foi procurar
E demonstrando humildade
A ele começa falar

Mestre! Que devo fazer
Para ganhar vida eterna
Pois tenho muitas riquezas
E conservo minha alma fraterna

E Jesus então respondendo
Apontou-lhe os mandamentos
Dizendo amai aos aflitos
Livrando-os dos sofrimentos

Va e venda seus bens
Liberte-se desta ilusão
Partilhes a sua fortuna
Auxiliando um irmão

Se assim fizeres ao proximo
Demonstrara humildade
Pois sendo rico de alma
Terá a eternidade

Portanto ouvindo o ricaço
Na sua fé vacilou
Amando a suas riquezas
O mestre ele abandonou

DESPERTAI

Depois da prece
Minha alma ira se soltar
Deste meu corpo que dorme
Para em sonho voar

E nestas horas vagando
Por esse universo sem fim
Aonde não ve alegria
Mostra a tristeza para mim

Apontando as mãos desonestas
De um traficante hostil
Eu vejo nossas crianças
Na delinquência infantil

Também eu vejo a mâezinha
Chorando o amor que perdeu
Naquela mafia assassina
Seu filho querido morreu

Ainda vejo a mocinha
Nas ruas sem direção
Sem ter amor por si mesma
Se perde na podridão

Assim viaja minha alma
Levando-me ao desamor
Em sonho triste que mostra
A humanidade na dôr

Por fim eu vejo um espirita
A estender sua mão
Em um gesto de caridade
Como se faz um cristão

Então do sonho voltando
Irei com amor ajudar
Levanta e desperta meu corpo
E hora de trabalhar

O MESTRE

Jesus Cristo abençoava
Com ternura os filhos seus
Pois amava todo mundo
Ricos, pobres e ateus

E assim sem preconceito
Espalhava amor e luz
Pra provar a humanidade
Foi pregado numa cruz

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O MENDIGO

Abri displicente a porta
Para aquele andarilho estranho
Que mostrava-me ser um mendigo
De um imenso cabelo castanho

E olhando triste abatido
Me pediu saciar sua fome
No entanto antes de ajuda-lo
Perguntei curioso seu nome

Então com meigo sorriso
Em resposta o mendigo me diz
O meu nome conservo em oculto
Mas eu sei que tu és infeliz

E dizendo isso começa
Toda minha historia contar
Desvendando segredos guardados
Que a ninguem nunca fiz confessar

Recordando paixões e amarguras
sofrimentos que um dia passei
O vidente relembra meus vicios
E os males que a outros causei

E falando tambem das tormentas
Que acrescentam minha obsessão
O estranho me diz da existencia
De um trauma no meu coração

Finalmente depois de uma prece
Ele fez desfazer meu arraso
Abracei com carinho esse médium
A que a mim não chegou por acaso

E assim ao matar-lhe a fome
O vidente se vai feito em luz
Para não se ocultar o mendigo
Dei a ele o seu nome Jesus