quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A HEROÍNA

A minha esposa valente
Na guerra do vicio e da dôr
Lutava como uma heroína
A reconquistar meu valor

Quantos momentos difíceis
O meu alcoolismo a causou
As mais injustas ofensas
Na compreensão suportou

Reelembro as vezes em que eu
Embriagado chegava
Como cego nem percebia
O seu coraçao que chorava

Assim a minha doença
De gole em gole crescia
Mas ela sempre orando
Na certeza que Deus a ouvia

Por hoje em abstinência
Sinto na alma um desgosto
Ao ver que sou o culpado
Das rugas que mostras no rosto

A dôr me faz refletir
Que a vida é só passageira
E fora ela que um dia
Escolhi para a companheira

Portanto em sua homenagem
Me vem brilhar a ideia
Escrever a seu heroísmo
Uma linda epopéia

3 comentários:

Jane Andrea disse...

Em meio essa doença nata, não se perdeu um coração puro.

Neneca Barbosa - Um ser humano em evolução! disse...

Lindo poema e emocionante. O amor verdadeiro supera todos os desafios.Bjs!

Rute disse...

Nunca é tarde para se arrepender dos erros e principalmente para recuperar o tempo perdido.Linda poesia!