sexta-feira, 1 de maio de 2009

MIRAGEM

Diga mulher de onde vens
Como apareces assim
A luz de uma miragem
A poucos metros de mim

Embora estando calada
Na mente eu posso ouvir
A sua voz me dizendo
Filho estou a porvir

Assim ouvindo a miragem
Contando o que aconteceu
Quando em um parto infeliz
Ao dar a luz faleceu

Hoje na esfera divina
Do pai teve a permissão
De retornar nesse mundo
Para me dar proteção

Depois de aqui terminar
A sua tarefa de amor
Tão triste a miragem voltou
Aos braços de nosso senhor

E lá na eternidade
Ao pai lamentou que sentia
Não ter recebido um abraço
Do filho a quem tanto queria

Portanto daqui respondendo
Aquela que o amor reproduz
Mamãe eu só pude fita-la
Jamais abraçar uma luz

2 comentários:

Neneca Barbosa - Um ser humano em evolução! disse...

Que emocionante! A saudade fica depois da partida, mas o nosso consolo é o reencontro que temos a certeza.
Beijos amigo!

Rute disse...

Linda poesia!! Como sempre. Parábens, o senhor consegue sempre se superar. Suas poesias abrem um mundo cada vez mais amplo para quem achava que o senhor já tinha surpreendido, fica sempre uma espectativa para a próxima poesia!!