segunda-feira, 2 de maio de 2011

MÃE MORTA

Em um parque contente
A menina brincava
E a mãe cuidadosa
De um banco a olhava
Sentada ao balanço
Ela vem ela vai
Feliz sorridente
Do alto não cai

Uma grande algazarra
se faz na esquina
E os olhos da mãe
Foge então da menina
Atraidada ao tumulto
Que perto surgiu
Bastou um segundo
E a garota sumiu

E gritando a mãezinha
Sai doida insegura
Por toda a cidade
A menina procura
Mas infelismente
O tempo se passa
E a pequena inocente
Se faz em fumaça

Hoje triste descrevo
Essa mãe que caminha
Por anos e anos
Atraz da filhinha
Nem minha poesia
A ela conforta
Porque mesmo em vida
A mãezinha esta morta

5 comentários:

Márcia Barros disse...

Amei essa Homenagem a Mãe Morta!
Dia das mães só se fazem Poemas de alegrias e de agradecimentos, o que realmente é uma homenagem linda, mas sempre me perguntei, porquê não fazem Poemas Verdades que falam da realidade?
São milhares de crianças sem mães!
São mães sem filhos!
Existem mães abandonadas na solidão de suas saudades...e filhos que sentem falta do abraço de mãe...
Parabéns!
Bjus...

Nilda disse...

OI SR RUBENS BOM DIA!NOSSA FIQUEI EMOCIONADA suas poesias São todas reais,ensina muitas coisas para mim !pro ser meu amigo obrigado!beijos nilda

ROSAS-NEGRAS disse...

Boa Tarde,nossa adorei,suas poesias são muito lindas,SUCESSO SEMPRE SEM PREGUIÇA.PARABENS

Neneca Barbosa - Um ser humano em evolução! disse...

Boa noite querido Rubens!
Gostei muito da sua homenagem para as Mães que já se foram.
Faço minhas as palavras de Márcia.
Obrigada pela visita ao meu Blog.
Um abraço, Neneca.

Rute disse...

É bem assim mesmo, seu Rubens, em um segundo de descuido, uma criança se perde, se queima, se afoga.Sempre oportuna as suas poesias.Amei essa também!!